terça-feira, 12 de agosto de 2008


Vágner Love e Felipe: duas novelas terminam sem final feliz para o Fla.
Durante quase um mês, o Flamengo trabalhou exclusivamente para trazer Felipe e Vágner Love. O resultado de tanta dedicação, porém, não foi satisfatório. As duas negociações fracassaram. Nesta terça-feira, o meia Felipe retornou a Doha, no Qatar, depois de pré-temporada na Suíça. Conversou com o xeque do Al-Sadd e confirmou algo que já se imaginava: retorno ao Brasil apenas em maio de 2009, quando o contrato termina. A derrota no caso Vágner Love é extra-oficial. Mas os indícios são fortes. O vice-presidente jurídico do Fla, Michel Assef Filho, está de volta ao Rio de Janeiro depois de quase duas semanas na Europa aguardando a liberação do CSKA. Não conseguiu. E a notícia do iminente acerto do jogador com o Everton não o surpreendeu. - Isso foi especulado quando estava lá. Uma coisa é um time inglês pagar uma fortuna para contratá-lo, outra é o Flamengo fazer uma proposta por empréstimo – diz Assef Filho, que ainda mantém a esperança de uma reviravolta:

- Aguardo uma resposta. A janela de transferência tem sido pouco produtiva ao Flamengo. Depois de perder Renato Augusto, Marcinho e Souza, o time tentou contratar – além de Love e Felipe – o uruguaio Richard Morales e Josiel. Ambos desistiram por causa de influência das famílias. Por enquanto, chegaram Eltinho, Vandinho e Marcelinho Paraíba, cuja apresentação será na próxima quinta-feira.

Ilan: Fla aceita comprar, mas pai do atleta ainda fica incrédulo com êxito do negócio.
Depois do fracasso nas negociações com Josiel, o Flamengo vira suas atenções para Ilan. Na segunda-feira, o vice-presidente de futebol do clube, Kleber Leite, conversou com o atacante e deixou o acerto entre as partes bem encaminhado. Mais uma vez, porém, há a necessidade da combinação entre os clubes. O Saint-Etienne não aceita emprestá-lo – Cruzeiro, Grêmio e Inter já tentaram. E recentemente o clube francês recusou propostas de Mônaco e Paris Saint Germain. - Não sei quanto eles querem, mas fico pensando... se o Mônaco e o Paris Saint-Germain fizeram uma proposta de compra e não conseguiram, como um clube brasileiro vai ter dinheiro? Mas vamos ver. O Kleber me falou que deseja comprar. A nossa família tem muita vontade de que ele volte porque está há quatro anos na França – diz o pai de Ilan, William Dall’igna.
Aos 27 anos, o centroavante teve passagens por Paraná, São Paulo e Atlético-PR antes de jogar no Sochaux e Saint-Etienne, ambos da França.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ibson nega polêmica: ‘Segurei o Jaílton para comemorar com os jogadores’

Ibson defendeu-se das acusações de que teria impedido Jaílton de comemorar com a torcida do Flamengo o gol que fez na partida contra o Atlético-PR. O volante diz que não vê polêmica em seu gesto e diz que visou apenas a uma comemoração “entre os atletas”. - Não vejo polêmica alguma no meu gesto. Eu e o Éder seguramos o Jaílton para comemorarmos junto com os jogadores que estavam aquecendo atrás do gol e não para impedi-lo de comemorar com a torcida. Nosso grupo é unido e, apesar do período conturbado que passamos, em momento algum nossa união se abalou. Não tive intenção de impedir o Jaílton de ir em direção à torcida e nunca faria isso – garante, via assessoria de imprensa. No meio deste ano, o jogador teria de voltar ao Porto. Porém, ele fez questão de permanecer na Gávea, recusando propostas de outros clubes. Torcedor declarado do Fla, Ibson ficou chateado com o que considerou uma cobrança “fora de hora” dos torcedores antes do jogo contra o Atlético-Pr. - Não escondo que fiquei triste com a reação dos nossos torcedores em nos cobrar mesmo antes do jogo começar, porque precisamos demais do apoio deles. Ano passado, a torcida foi o 12º jogador e conseguimos sair da zona de rebaixamento para a Libertadores. Nesse momento difícil precisamos do apoio que vem das arquibancadas porque a torcida do Flamengo é muito forte e eu faço parte dela, como jogador criado no clube e torcedor mesmo antes de me profissionalizar – afirma.

Fla prepara bandeira para Diego Hypolito.
Homenagem será exibida no Maracanã e entregue ao ginasta depois das Olimpíadas de Pequim. Diego disputa a final do solo no próximo dia 17.
Em Pequim, Diego Hypolito terá uma surpresa quando abrir sua caixa de e-mail. Lá estará a foto da bandeira que torcedores Flamengo, sob o comando da vice-presidente de esportes olímpicos, Patrícia Amorim, fizeram para o ginasta.

A homenagem foi exibida na tarde desta segunda-feira, na Gávea. As crianças da escolinha de ginástica do Rubro-Negro desejaram sorte ao colega famoso na final do solo dos Jogos Olímpicos. O evento será no próximo dia 17.

- Queríamos entregar esta bandeira antes de o Diego embarcar. Mas ele ficou recluso e achamos melhor não atrapalhá-lo. Essa palavra "superação" resume bem as dificuldades que ele enfrentou - declara Patrícia Amorim.

Em 2008, Diego fez uma cirurgia no joelho direito e também contraiu dengue. Recuperou-se a tempo e avançou à final olímpica com a melhor pontuação dos participantes. A bandeira será exibida no Maracanã nos jogos do Flamengo e os torcedores a entregarão ao ginasta quando ele retornar ao Rio de Janeiro.

Marcelinho Paraíba diz que chega ao Flamengo pronto para jogar.
Torcedor rubro-negro na infância, meia-atacante garante que está em forma e confirma já ter acertado tudo com o clube.
Marcelinho Paraíba ainda não assinou contrato com o Flamengo, mas já fala como jogador do clube. Nesta segunda-feira, o meia-atacante confirmou ao GLOBOESPORTE.COM que chegou a um acordo com o Rubro-Negro e que chegará ao time pronto para entrar em campo, já que realizou toda a pré-temporada com o Wolfsburg.

Aos 33 anos, o meia-atacante afirmou que está em forma e lembrou que disputou 33 das 34 partidas da equipe alemã na última temporada. Marcelinho era até o capitão do Wolfsburg.

- A torcida pode contar comigo. Fiz a pré-temporada e estou bem. Chegando no Rio não vai ter problema, é só conversar com o treinador e ver como ele precisa de mim - diz, por telefone, da Alemanha.

Segundo o meia-atacante, ele só conseguirá viajar para o Brasil na quarta-feira, pois ainda precisa assinar a rescisão com o Wolfsburg e resolver detalhes de sua mudança, já que mora na Europa há sete anos. Segundo Marcelinho, nada que atrapalhe sua transferência para o Flamengo:

- Ainda não assinei, mas está tudo fechado - afirma, revelando ter o coração rubro-negro:

- O Flamengo é o meu time de infância. A bandeira é vermelha e preta, como a da Paraíba. E também são as mesmas cores do Campinense, o clube que eu comecei a carreira.

O atleta chega ao clube da Gávea para tentar suprir as ausências de Souza, Renato Augusto e Marcinho, negociados durante o campeonato. Sem os três, o Flamengo caiu da liderança do Brasileirão para a sétima posição na tabela.

Marcelinho reconhece que sabe pouco da equipe rubro-negra. Da Alemanha, não consegue acompanhar todas as partidas. Sabe que o time entrou em crise após sete partidas sem vitória, mas acredita na recuperação.

- Vejo alguns jogos pela TV Globo Internacional. Sei que saiu do primeiro para o sétimo lugar. Mas é um bom time, não sei muito mais porque não há como acompanhar direito daqui. Conheço bem o Leo Moura, o Diego Tardelli, que são atletas que já enfrentei. O grupo tem grandes jogadores - conclui.